sábado, 9 de abril de 2016


Te vi no farol,
A luz do sol,
De pele tão alva,
Clara como a neve,
No toque dos raios,
De um sol, de final de estação...
De cabelos loiros,
Assim, quase da cor do milho
Quando em tempos de colheita.
Não, nunca pensei que
Fosses assim tão linda.
Te vi ao sol,
Distante do mar
Tão perto...
Hoje, acordei de um sonho,
Quando te vi num tempo distante,
E acordei sôfrego, ofegante,
Voltei me no tempo,
Quando te vi pela primeira vez...
Nesta manhã, bem cedinho,
Adentrei no teu refugio,
Bem antes do sol se por,
Toquei te ao ninho.
Postei me ao teu lado,
Elevei minhas mãos
Sobre tuas pernas, senti um corpo macio,
Toquei te intimamente, fiz te um carinho.
Fiquei ouvindo teus árpios,
Choro de ave infanto, lindo,
E encantei me mais ainda,
Minha querida Águia Menina...
Nesta manhã, resolvi correr no tempo,
Percorri estradas, tempos e ventos,
Estive a sonhar;
Lembrei me do poeta que ainda sou,
E quase fiquei feliz;
Não fosse o fato de que hoje,
Estou mudo e surdo.
Mas enfim, Ivy...
Quando não houver mais sol
Nessa ilha ai por onde vais,
E antes da minha vida ter fim,
Mande, uma fagulha
Dessa luz dos teus olhos, em mim.

Paulo de Rezende ... escritor ... poeta ....pensador

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