sábado, 30 de abril de 2016

                                                       Sentimentos Profundos




Parece que foi ontem
que lhe confidenciei segredos
sem lhe contar
que me acalentou em sonhos
sem eu notar
que cuidou de mim pelas distâncias
das horas nunca marcadas,
mas desde sempre ansiadas.
Parece que foi ontem
que sem pedir licença,
mas com cuidado,
adentrou meu solo sagrado
e me fez vislumbrar galáxias
e vibrar na intensidade das estrelas
cadentes, cometas reluzentes.
Parece que foi ontem
que ganhou meu riso pela primeira vez.



Autora: Marcia Bandeira

quinta-feira, 14 de abril de 2016

        Amantes 

O Sol já vai nascer
Com todo seu esplendor
Você lentamente está acordando
Passei a noite velando o sono teu
Te olhando e acarinhando
Até a Lua com ciúmes
Atrás das nuvens se escondeu

Na madrugada fria
Para muitos sempre vazia
Nós nos procuramos e nos encontramos
No calor da nossa paixão
Em momentos únicos nos amamos
Momentos que só nós compartilhamos

Como uma gota de orvalho
Que na noite acaricia a flor
Teus beijos e caricias
São a recompensa do meu amor.

Mas tão certo como o amanhecer
É chegada a hora
Não é possível adiar
O dia já clareou
Devemos nos separar

Seguindo nossos próprios destinos
Mesmo não querendo
Temos de aceitar, pois sabemos
Que são tantos os motivos
Que nos impedem de livremente amar.

Até outra hora, outra noite
Em que iremos nos encontrar
Nos amaremos intensamente
Provocando ciúmes na Lua
Até o Sol raiar.

sábado, 9 de abril de 2016


Te vi no farol,
A luz do sol,
De pele tão alva,
Clara como a neve,
No toque dos raios,
De um sol, de final de estação...
De cabelos loiros,
Assim, quase da cor do milho
Quando em tempos de colheita.
Não, nunca pensei que
Fosses assim tão linda.
Te vi ao sol,
Distante do mar
Tão perto...
Hoje, acordei de um sonho,
Quando te vi num tempo distante,
E acordei sôfrego, ofegante,
Voltei me no tempo,
Quando te vi pela primeira vez...
Nesta manhã, bem cedinho,
Adentrei no teu refugio,
Bem antes do sol se por,
Toquei te ao ninho.
Postei me ao teu lado,
Elevei minhas mãos
Sobre tuas pernas, senti um corpo macio,
Toquei te intimamente, fiz te um carinho.
Fiquei ouvindo teus árpios,
Choro de ave infanto, lindo,
E encantei me mais ainda,
Minha querida Águia Menina...
Nesta manhã, resolvi correr no tempo,
Percorri estradas, tempos e ventos,
Estive a sonhar;
Lembrei me do poeta que ainda sou,
E quase fiquei feliz;
Não fosse o fato de que hoje,
Estou mudo e surdo.
Mas enfim, Ivy...
Quando não houver mais sol
Nessa ilha ai por onde vais,
E antes da minha vida ter fim,
Mande, uma fagulha
Dessa luz dos teus olhos, em mim.

Paulo de Rezende ... escritor ... poeta ....pensador

                                                             Jesus.                                 Eu estou em todo lugar.    ...